domingo, 18 de abril de 2010

Ingredientes da vida nas drogas.

Usar as drogas foi o caminho da desilusão na vida deste rapaz, qual tinha uma linda historia de amor, e um lindo filho. Já não bastava mais, ele não conseguiria esconder de ninguém por muito tempo, acabara então sumindo, indo para lugares cada vez mais perigosos, sem ao menos dar sinal de vida. Mas quando novamente chega a casa, já não encontra mais quem queria encontrar, seu filho, sua namorada.
 Não estava em bons estados para procurar alguém, quanto mais a família, mas por ela ele ainda lutava, e por seu filho, ele dizia que morreria. Foi ele então atrás dos dois, estava drogado, estava bêbado, e não se importava, pois não tinha raciocínio da situação, apenas a fazia sem pensar. O rapaz foi ate a casa da mãe de sua namorada, e a achou, a primeira reação dela, foi se jogar para cima dele, chorando, pedindo para ele parar, o agredindo. Não sabemos se ele escutou o que ela falou, ou se apenas fingiu, ele não parecia estar ligado para o mundo, não parecia que estava entendendo as reações. Ela o mandou embora, dizia que não queria mais saber dele, e que jamais iria o deixar ver o filho, jamais, a não ser que ele fosse um dia mais cuidadoso com seus atos. Saiu, foi se embora, cabeça baixa, pés tortos e tontos, chegou e dormiu, seus dias foram assim, por certo tempo. Mas ele não desistiu, ele foi atrás de novo, foi até a casa da namorada, mas agora estava em condições, mas ao mesmo tempo, não tinha palavras, nem para se explicar, nem para pedir desculpas. Ao chegar, seu filho estava no chão da sala, brincando e sorrindo, ele ficou ali, parado, o olhando, ela porem não pulou apara cima dele novamente, apenas uma lagrima escorreu de seus olhos, e baixou a cabeça. Não sabia se dizia algo, ou se ficava ali quieto, não sabia se falar iria resolver algo, mas a chamou para um canto, lhe disse que o que ela tinha visto, não foi nada, a não ser sono e cerveja, e que ele prometia jamais fazer novamente. Nada adiantara, ela ainda estava brava, triste, e sem com nenhuma vontade de olhar para alguém, que nem os dentes tinham direito, que nem ao menos pensasse antes das reações, ela já não queria alguém incompetente, que teria que depender de alguém para sustentar seu vicio, ela não estava a fim de aturar os cheiros, e a noite, escutar seu peito rangendo, feito ronco, ela havia cansado de tanta maldade, sem ao menos pensar no filho ou na família, ela queria ser feliz e o mandou embora, pediu-o que não voltasse mais. Ele não conseguia aceitar o que ela tinha dito, não conseguia concordar, ele não estava nem a par do assunto, mesmo que ele estivesse no meio. Da casa dela, foi para qualquer lugar, bebeu, bebeu, e... Fumou, cheirou... Ele já era um caso perdido. De uns dias para cá, ele tentou visitar o filho, às vezes em boas condições, às vezes não, ele passou não dormir mais em casa, começou a falar com pessoas perigosas, começou a ficar perigoso. Com uns amigos, ele fez certo acordo, onde a única coisa que ele tinha que fazer, era levar para fora da cidade todas as pedras de crack que eles tinham e os torrões, ele aceitou. Não tinha mais motivos para viver ali, ele sofria e sofria, mas onde quer que ele vá, ele levará sofrimento, ele levara sempre com ele a dor de perder o filho, levara sempre com ele a dor de perder a mulher que ama, ou até mesmo a vida. Ao pegar o carro, estava bêbado, dirigindo em alta velocidade, acabou pegando policias, quais começaram a o seguir, ele ficou tonto com as sirenes, não tinha mais noção de onde exatamente estava, bêbado e tonto, bateu o carro, o que fez com que os policiais o revistassem. Em uma manhã, estava em uma sala, deitado em uma cama, olhava em sua volta, e para sua maior tristeza, não havia ninguém ali, não havia família, não havia amigos, não havia nada, apenas ele, deitado machucado. Hoje, ele come comida qualquer, que nem gosto tem, dorme em algo que parece uma madeira, e não vêem nem uma alma, amigos, ou família, apenas grades, grades e policias, para um lado e outro, uns com arma outros não, mas agora aquela ali era sua casa, fechada com selas. O crack e os torrões não sabiam para onde tinham ido, mas sabia que o traficante havia sido preso, condenado, não pela policia, e sim pelas drogas, com isso, perdeu sua vida.

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